Wednesday, November 30, 2005



De volta a vida real!

Então vamos lá!

Outro dia vi a tal da Daniela Mercury a atacar a igreja por que sua apresentação ao vaticano teria sido cancelada.
Olha Daniela, não sou católico, e reconheço que a igreja católica tem seus erros históricos, mas antes de falar, por favor, pense (se não for ofender). A igreja possui dogmas, crenças, convicções, têm sua filosofia, o axé music não tem. Vamos parar um pouco com a baianada.

Friday, October 07, 2005


MANIFESTO (DE QUÊ?)

Que a rebeldia desmedida, descabida, desenxabida de nossa adolescencia seja sempre manifestada, não há por que se contentar, aqueles dias floridos que algum cantor proclamou não virão, mas, embora essa desesperança possa parecer o fruto sadio dos tempos atuais, só nos resta PROVOCAR, até porque a nossa democracia representativa não representa nada, e mesmo que esse pequeno texto já comece a demonstrar algum tipo de intelectualidade ambulante, como quem pretende salvar o mundo com discursos, filmes cult ou livros densos, não se espante, muito do que será falado (escrito) aqui, serve para acabar com você, INTELECTUAL PASSIVO, você que acredita em ONG, que trabalha em ONG, que acha que ORGANIZAÇÃO NÃO-GOVERNAMENTAL tem um "quê" de anarquia, não somos nenhum pouco sonhadores (volto a dizer, também não temos esperança), não seremos aqui nem a verdade absoluta, nem um tipo de aula paradidática de formação política para analfabetos funcionais, muito menos sabemos o que seja fazer algo, mas, para saborearmos o gosto de alguma certeza, TEMOS CERTEZA que a decadência da doce classe-média desse país é o que nos alimenta o ódio e as provocações.

Leopoldo Madrugada

Monday, September 26, 2005


Tem gente que fala, e fala muito. Falar é ato de grande responsabilidade, por isso, tenha respeito com as palavras, elas merecem.

Poema à boca fechada


Não direi:
Que o silêncio me sufoca e amordaça.
Calado estou, calado ficarei,
Pois que a língua que falo é de outra raça.

Palavras consumidas se acumulam,
Se represam, cisterna de águas mortas,
Ácidas mágoas em limos transformadas,
Vaza de fundo em que há raízes tortas.

Não direi:
Que nem sequer o esforço de as dizer merecem,
Palavras que não digam quanto sei
Neste retiro em que me não conhecem.

Nem só lodos se arrastam, nem só lamas,
Nem só animais bóiam, mortos, medos,
Túrgidos frutos em cachos se entrelaçam
No negro poço de onde sobem dedos.

Só direi,
Crispadamente recolhido e mudo,
Que quem se cala quando me calei
Não poderá morrer sem dizer tudo.

José Saramago

Sunday, September 25, 2005




Abra a boca, fale! Não tenha medo de falar o que pensa, argumente, escreva, publique e divulgue, jamais deixe de pensar, duvidar, interrogar-se, sem isso a vida se torna inoperante, falsa.
Salve o pensamento humano!